Guerra Civil Síria (às vezes referida como Revolta Síria ou ainda Revolução Síria); é um conflito interno em andamento na Síria, que começou como uma série de grandes protestos populares em 26 de janeiro de 2011 e progrediu para uma violenta revolta armada em 15 de março de 2011, influenciados por outros protestos simultâneos no mundo árabe. Enquanto a oposição alega estar lutando para destituir o presidente Bashar al-Assad do poder para posteriormente instalar uma nova liderança mais democrática no país, o governo sírio diz estar apenas combatendo “terroristas armados que visam desestabilizar o país”. Com o passar do tempo, a guerra deixou de ser uma simples “luta por poder” e passou também a abranger aspectos de natureza sectária e religiosa, com diversas facções que formam a oposição combatendo tanto o governo quanto umas às outras. Assim, o conflito acabou espalhando-se para a região, atingindo também países como Iraque e o Líbano, atiçando, especialmente, a rivalidade entre xiitas e sunitas.

Foi iniciada como uma mobilização social e midiática, exigindo maior liberdade de imprensa, direitos humanos e uma nova legislação. A Síria tem estado em estado de emergência desde 1962, que efetivamente, suspendeu as proteções constitucionais para a maioria dos cidadãos. Hafez al-Assad esteve no poder por trinta anos, e seu filho, Bashar al-Assad, tem mantido o poder com mão firme nos últimos dez anos. As manifestações públicas começaram em frente ao parlamento sírio e a embaixadas estrangeiras em Damasco.

Segundo informações de ativistas de direitos humanos dentro e fora da Síria, o número de mortos no conflito passa das 250 mil pessoas, sendo mais da metade de civis. Outras 130 mil pessoas teriam sido detidas pelas forças de segurança do governo. Mais de quatro milhões de sírios já teriam buscado refúgio no exterior para fugir dos combates, com a maioria destes tomando abrigo no vizinho Líbano. O conflito também gerou uma enorme onda migratória de sírios e árabes em direção a Europa, sem paralelos na história do continente desde a Segunda Guerra Mundial.

Uma luta pelo poder. Uma luta religiosa. Não faz o menor sentido, pensar que o legado deixado por estas lutas seja apenas a destruição. Destruição de um povo, destruição do país, destruição das famílias.

Como Bashar al-Assad um homem formado em medicina, especializado em Oftalmologia, profissões que seriam dedicadas a cuidar do próximo, pode ser um líder tão cruel com o seu povo?

Será que o poder é tão importante que transforma a visão do que acontece? Será que este poder deturpa sua visão e desta maneira veja imagens de pessoas sorrindo ao caírem as bombas, e estas sejam lindos fogos de artificio que divertem os que assistem, e as toneladas de escombros sejam vistas como um belo jardim?

Infelizmente não são.

Tais bombas mutilam o povo, não digo apenas no aspecto físico, me refiro a suas vidas, destroem seus futuros, eliminam suas crianças. Cada bomba que cai aumenta o ódio, aumenta a insegurança de um povo que apenas sofre.

Um povo que sofre e com certeza sonha apenas com o silêncio.

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