Em cada árvore, em cada calçada, em cada construção, em cada esquina. Em cada detalhe, é notável uma característica peculiar daquele espaço. Seja um bairro, uma região, uma cidade, um estado, um país, um continente. Basta manter a atenção que as diferenças vêm diretamente aos olhos.

Então entra o observador, o viajante, o morador, o explorador. Nesse momento, vale distinguir a visão de mundo que o indivíduo possui. Para elx, será o portão daquela casa uma rotina? Ou será um motivo curioso para parar e fotografar? E essas calças coloridas, é comum no guarda-roupa ou vai comprar para ter uma lembrança?

São tantas distinções, tantas sutilezas… Cada nuance faz seu respectivo universo ser inteirinho particular. Uma nova descoberta para umx, é simplesmente o dia a dia dx outrx. E esses contrastes tornam tudo tão mágico.

Quem não se encanta com os turbantes das mulheres africanas? O Halloween estadunidense? O vestuário comum aos escoceses? A culinária oriental? As músicas populares de cada nação? O estilo de vida de cada povo? As crenças e revoltas de cada país? Mais perto que isso: quem não admira a arquitetura das cidades sulistas, do nosso Brasil? O sotaque do carioca, do mato-grossense, do nortista, do gaúcho? A energia do paulistano? A paz de espírito do nordestino? A simpatia do mineiro?

Tantas maravilhas ao redor do mundo, incontáveis pormenores pela mãe Terra, tantas singularidades enraizadas em cada canto desse planeta… E é tão lindo, admirável como milhares de identidades são formadas. O orgulho do que se é deve ser grandioso, jamais disperso.

Míngua, no entanto, a convicção de ser rico pelo que se conhece, o reconhecimento desse patrimônio imaterial, potente e insubstituível. O empecilho é composto pela carência de se sentir completo com a descendência que se possui. Quase inexiste sabedoria. Há insuficiência de honra. Escassez de pundonor.

Comentários
Compartilha no FB!