Ano no início, vida renovada, ciclo reiniciando. Mais uma vez, a onda de esperança e a fé de que “agora vai dar certo”. É o primeiro dia dos novos 365 dias que vêm pela frente, e o mundo se une em um sentimento de recomeço. Tudo novo, de novo.

Sentada na cadeira de praia, com os pés na areia, o sol queimando minha pele, o som do mar diante de mim, o aroma de natureza sobre todo o cenário composto. Um refúgio em meio a tantas incertezas, confusões e aflições.

E sei que não sou a única. Isso conforta. Mas ao mesmo tempo assusta. A sensação de que a esperança, a renovação, a fé e a expectativa são apenas uma roupa para o mês de janeiro. Uma capa de fingimento usada anualmente. Completada por uma máscara, cuidadosamente guardada pelos outros 11 meses, a fim de convencer de que dessa vez será mesmo diferente.

Então levanto a cadeira para apreciar a beleza da imensidão azul à minha frente. A cena é belíssima: ali, mais algumas dezenas de pessoas fazem o mesmo. Voltados para o (a)mar. Admirando o simples, o natural, o intenso, o espetáculo. Uma paz me invade, volto a crer que não são capas e máscaras reutilizadas, parece que ainda há reconhecimento na beleza da simplicidade. Fé na chance de renovação.

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