Tem amor que é como chuchar o pão com manteiga no café com leite, sabe?

E não adianta, não existe Foie Gras que seja mais marcante ou intenso, ouvi dizer que a importância parece sempre ser diretamente proporcional a simplicidade do ato.

Eu ouvi muitas histórias de amor sabem? Ouvi muitas mesmo, porquê eu queria saber de todas elas, tentar entende-las, tentar sentir nem que por um misero segundo aquela felicidade gigante de quem estava me contando. A verdade é que eu sempre fui um diário aberto para histórias de amor, elas fizeram meu coração maior, também fizeram eu me iludir, imaginava que quando chegasse as minhas, eu saberia lidar com elas, que inocência a minha, sim eu me iludi.

Mas ontem eu tive algumas certezas, coisa que nunca imaginei que teria quando o assunto fosse esse, ontem eu senti que estava onde deveria estar.

Antes quero que saibam que não partilho da opinião de que “o amor está fora de moda”, “eu sou a moda antiga” ou de que “as pessoas hoje não sabem mais se relacionar”, eu partilho da opinião que “as pessoas se enganam muito por medo de ficarem sozinhas”. Só que existem vezes que você sente, e se lá no fundo do seu peito você sentiu, aí a cada filme de romance você pensa nesse alguém com carinho, a cada pôr do sol você reafirma como aquilo é lindo e como aquilo poderia ser compartilhado e de repente pensa em compartilhar com alguém e esse alguém é aquele alguém, e de repente você não liga mais pra anúncios e começa a ligar pro produto, pra mecânica de funcionamento dele, eu tenho boas notícias (nunca serão más) você sente! E aqui vai um aviso:

– Não se apresse! Não faça que nem eu fiz, sinta de verdade, o amor é energia pura pra ser sentida.

Sabe o amor das lagostas? Eu acho que eles podem ser uma boa referencia pra muita coisa! Porque tem muita coisa que eu não consigo explicar o porquê sinto, o porque insisto em sentir mesmo sabendo que não deveria e talvez no final das contas o amor seja algo assim mesmo, você sente porquê sente, não controla que sente, quer ficar perto porquê ficar longe não faz o menor sentido, quer conversar porquê o papo sobre a fabricação de papel com aquela pessoa é muito mais interessante do que a falta dele, é eu acho que estou apaixonado ou sou apaixonado, é que na posição que me encontro seria ser ingrato demais não acreditar no amor, depois de tudo que ele fez por e para mim.

O amor é a solução universal do mundo! Talvez seja a nossa solução também…

Foto por Ana Machado

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