O Whatsapp caiu e eu fiquei pensando no que isso representa pra mim agora, neste momento; você pode achar que eu vou falar de algum mal moderno, da necessidade de se conectar, e não é bem isso, é sobre você, quase sempre é.

Eu me dei conta hoje, que essa é uma das últimas linhas que nos conecta um ao outro, sem ele o que nos sobra? O que a gente sente um pelo outro? As experiências vividas um com outro? A história que foi escrita? Pra você parece pouco?

Percebi que uma a uma a gente fez questão de cortar todas elas, e eu no fundo, relutante, entendo o porquê a gente fez isso, cada um escolheu um caminho, injustiça seria dizer que não gosto do meu atual, mas mais injustiça seria dizer que eu optei caminha-lo sozinho. O meu caminho foi seguir em frente e nos melhores dos mundos te esquecer no meio dele, mas você parece mais adiante, parece estar desfazendo as linhas que nos uniam, ou será esse só mais um loucura minha? São tantas, não ficaria surpreso se fosse apenas ‘mais uma’.

Escrevi pra poder dizer do vazio que existe quando tiram a pilha do meu megafone, com ele eu posso falar mais alto e as vezes você escuta daí de onde você está, se você me ouvir, saiba que eu joguei uns grãos na estrada, não estou dizendo que é pra saber o caminho pra voltar, não quero, é pra saber onde eu estou, vai que você tá afim de me visitar, meu abraço parece ser o melhor lugar, parece que sempre quer te ver voltar.

Quem me lê ousaria dizer que pareço um bobo apaixonado,
Ousado em afirmar, que é apaixonado pelo sol sob a luz do luar,
Mas há quem diga que não é luta vencida,
Sofrida, querida, pulsante pra quem se atreve chegar,
Perto, certo é que a cada vez mais longe, grito mais alto pra não te ver sumir.

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