Desapareci na esperança de tu me procurar,
E continuei escondido pra ninguém me ver.
Anos voaram entre o esconderijo e a solidão,
Mas permaneci firme e não em vão.

Você não queria me procurar,
Nunca quis,
E eu não ia te buscar,
Desconfiava de ti, Flor de Lis.

Mas como bom pássaro de orgulho inflado, exacerbado,
Fui fiel e permaneci calado.

Por anos…

Mas um dia achei que devia cantar,
Bati as asas levantei o bico e desatei a voar,
Cantava, como nunca pensei que cantaria,
Voava pra tão longe que ninguém mais me via.

Até alguém chegar, até avistar,
Uma rosa ali no chão,
Toda imponente, vermelha, brilhosa, charmosa,
E eu todo azul e feliz, ah sim, era tudo que eu sempre quis.

A rosa se importava comigo,
Me amava como um amigo,
Me dizia que era eu o teu amante,
Me fazia querer voar, provar,
Que o céu estava a um instante.

E a flor de lis?
Será q’eu nunca a quis?
Achei que queria? Era ela uma flor vazia?
Aprendi que posso voar,

Entendi, que tenho um jardim pra onde voltar.
Sempre terá uma nova flor pra eu amar?

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