Sabe eu tenho muitos problemas com palavras, elas querem dizer muito pra mim, e dependendo de quem for o emissor, valem tanto quanto ações.

Dias atrás estava conversando com um amigo e percebi que o sentimento da insegurança atrapalha tudo que você possa imaginar, tudo mesmo, e me pergunto se a gente se faz inseguro em algumas oportunidades ou se terceiros sempre colaboram com isso, pergunto porquê sempre fui uma pessoa tão segura…

O frio na barriga vem me corroendo, ele é tão forte quanto o frio no leste europeu, e passam os dias ele só se faz aumentar, mas hoje ele aqueceu, como o aquecimento global as calotas na minha barriga pareceram derreter, acho que é o som da sua voz, teu timbre é quente pra mim quando preciso de calor, é música quando preciso ouvir e a cada nota por ti soada é uma palavra dita, é uma estrofe cantada, me faz superar boa parte das coisas q’eu mesmo criei pra mim.

Eu não costumo fugir de mim todos os dias, esses dias se fazem necessários, me perdoem, mas a saúde corporal do seu escritor não vale tanto quanto a saúde mental, que diga-se de passagem é bastante frágil, em meio a essas linhas os copos vão esvaziando e enchendo na mesma proporção, vou me esquecendo que a saudade está com meu coração na mão, apertando-a, pronta para esmaga-lo.

Mas em contra partida das palavras ditas sem pensar e da distancia, me faz ter a certeza que meu sentimento não é vulgar.

Construí a ponte até a metade do rio, espero que você -daí- possa construí-la ao meu encontro, te espero sentado na beira, com os pés balançando, me avisa se não for vir, ok?

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