Na vida, vazios se abrem, buracos se cavam, lacunas aparecem. É inevitável. Faz parte do jogo. Machuca, dói, despedaça. São momentos perdidos, lembranças deixadas, pessoas que partem. Muitas ao nosso lado, mas que partem. Deixam suas marcas, escrevem histórias, provocam saudades. Saudades de quem foram, nem sempre de quem são. Que falta nos fazem.

   Insubstituíveis, certamente, mas trocáveis, eu diria. Essenciais no passado, quem sabe no futuro, porém não agora, nesse nosso presente. Fazem o que devem, como devem, na hora certa, no local adequado. Fazem o que não podem, de forma equivocada, no momento errado, em locais nada propícios. Moldam sorrisos, planejam vitórias. Quebram expectativas, destroem sonhos. Produzem amores, escrevem lembranças. Nos fazem crescer. Amar. Nos entregar. Mergulhar. Transbordar. Mais do que deveríamos, talvez.

   Intensamente. Completamente. Eternamente. Sentimentos para sempre. Porque, quando de verdade, os sinceros não somem, apenas mudam. E ficam para sempre guardados.

   Na vida, vazios se fecham, buracos se tampam, lacunas desaparecem. É inevitável. Faz parte do jogo. Reanima, preenche, reconstrói. São momentos passados, lembranças recordadas, pessoas lembradas. Com carinho, saudosamente, pelas marcas belíssimas deixadas. Amores assinados. Eternizados. Guardados, para sempre.

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