Eu agradeço a preocupação, mas não precisa não…

Sabe, eu sempre romantizei muito a vida, e talvez isso tenha feito eu passar a escrever, até descobrir que romantizava demais, que aceitava demais, sofria demais, amava demais, sempre achei que fosse esse o caminho, até criar a sinopse de mim mesmo ou pelo menos o que eu achava que poderia ser uma síntese de minha pessoa:

“Apaixonado por se apaixonar, pseudo-tudo, aspirante a rei do universo e convicto de que o amor pode salvar o mundo.”

Muita coisa mudou, mas se você segue uma linha consistente de quem você é e sabe disso, provavelmente descobrirá como eu descobri, que alguns excessos permanecem, e mesmo a gente sabendo que não é o correto para lidar com a vida, quem nos julgará por amar demais?

E as vezes observando as pessoas, eu percebo algumas coisas, alguns excessos, algumas diferenças ao lidar com a vida, com situações, com ações e paro, respiro e penso:

“Será mesmo que eu, o senhor excesso, posso ou poderei julgar isso?”

Usualmente a resposta é um não com ressalvas, mesmo que atualmente eu tenha certeza que precisamos intervir, que precisamos compartilhar, mesmo hoje sendo muito mais excesso do que um dia já fui.

Eu gostaria que o amor pudesse salvar o mundo, ele não vai, não aspiro mais ser rei do universo, mas continuo sendo um grande pseudo-tudo e apaixonado por se apaixonar, e se você chegou até aqui, você pode se perguntar o que eu quis dizer com isso tudo, e eu te corrijo, eu não quis dizer, eu quero perguntar!

A sua sinopse ainda é a mesma?

Agradeço por estar, e perceber se quero permanecer
Luto pra ficar, se for assim que decidir se não, ir.
Vivo por mudar, já que viver é lutar, é querer,
É transformar.

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