Demorei pra perceber que você não mora mais aqui.

Essa semana passou mais rápido do que eu gostaria, e foi mais uma semana normal, sem nada que eu julgasse como importantíssimo, trabalhei como acredito que a maioria de vocês tenha feito, saí, estudei, fingi que faço parte, fingi que me importo, fingi que estou aqui, fingi mais que o normal, sou fingimento puro, chega o sábado, e eu paro para pensar sobre o porquê fingir tanto, e me doeu a resposta, você sente daí?

Passei nadando pelo mar, e não esperava você do outro lado pra me abraçar, me vi viajando e não te imaginava ao meu lado cantando alto qualquer música da rádio, me vi acordando e não te imaginava ao meu lado e mesmo sonhando você não estava lá pra me acompanhar, ah isso quer dizer tanta coisa, não acha?

Eu sinto que sempre tive poesia demais pro meu coração, sempre mais do que a caneta escreve, ela não consegue acompanhar o ritmo da minha imaginação, imaginação que deixou de imaginar você, por que você sumiu da minha poesia?

Tanto tempo passou e foi você a minha Monalisa,
Teus olhos um mar a navegar,
Minha cabeça um infinito a viajar.

Escrevia pra te trazer pra perto, certo que a saudade que batia no peito, ia acabar antes mesmo d’eu terminar aquele ultimo verso, e chorei noites a dentro porque a minha poesia era cheia, linda, era você em versos, e isso me doía, feria, sentia que precisava mudar mas não conseguia, me restava lamentar a dor que vivia e de repente não sentia, mas você desaparecia como o inverno pra chegada da primavera.

Espera que chega mais uma estação,
Fico feliz que não seja mais dona do meu coração.

Lutei pra te esquecer e esqueci sem perceber,
O mal que perdurou já passou.

Eu sou amor demais pra você estar,
Paixão pura pra mergulhar.

Obrigado por me deixar,
Hoje abriu espaço pra alguém vir morar,
Em mim.

Foto por André Pilli

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