12 de junho de 2019

Isso não é uma carta de “amor”

Como quem não gosta de jiló porque é amargo, mas continua comendo pra ver se consegue se acostumar, eu vou tentando romper com o “amor romântico” dia após dia, pra ver se consigo nunca parar de te amar.

Mudar é normal, sem mudança ou movimento a vida acaba, mas como posso eu aceitar, a inevitável lei da dialética, quando o caso somos nós? Meu ser-em-si é limitado do meu tempo, da minha idade, da sociedade que vivo, e com isso quando meu ser-para-si me mostra o mundo, cometo diariamente o erro de acreditar com todas as forças do mundo que vamos viver pra sempre juntos, que não seremos, mas somos o casal mais cheio de contradições perfeito desse mundo inteiro, mas o que seria esse pensamento se não um possível resquício do amor romântico?

Com isso, venho aprendendo diariamente a prestar mais atenção no jeito que você gosta de dormir com o edredom ao contrario, a se apaixonar pelo jeito em como você se dedica as suas tarefas, a tentar entender como teu coração aguenta amar tanto alguém mesmo quando esse alguém te machuca hora ou outra.

Venho todos os dias tentando aprender a amar quem você vai se tornando durante a vida, pra nunca ficar apaixonado por quem você um dia foi, assim, meu desejo egoísta de te amar pra sempre fica realizável, dialético, materialista.

Sendo assim, a partir de hoje, espero nunca mais celebrar essa data, espero conseguir dia após dia celebrar que consegui aprender quem é você, e dormir feliz com isso.

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Cronica, Literatura 0 Replies to “Isso não é uma carta de “amor””