Perdi o Pedro, e tá tudo bem.

Eu prometi a mim mesmo, em meio daqueles surtos de coragem onde temos a plena convicção que conquistaríamos o mundo se fosse possível, que escreveria todos os dias, nem que fosse apenas uma simples frase, mas precisaria escrever.

Quando digo que preciso, me refiro de fato a necessidade, e isso é porque escrever me faz mais leve, mais tranquilo em enfrentar o dia a dia que a vida me propõe. E dum ano pra cá, sem um motivo que eu conseguisse enxergar e assim apontar meus dedos, eu deixei isso pra lá, aposentei minha velha poesia existencialista e romântica, deixei a boina de Romeu no canto do quarto, e o que eu sempre achei que fosse meu eu lirico não existe mais, o Pedro parece ter ido viajar e não disse se volta, acho que to velho demais pro meu velho amigo.

E desde então venho procurando novas razões, um novo chapéu quem sabe? Ainda não encontrei nada, não tem sapo, folha, flor ou chuva que me faça querer rimar na mesma frequência que antes, e eu achava que isso era o ultimo prego que a ser batido.

Mas creio estar enganado, eu usualmente sempre estou.

E sem saber se gosta de amargo ou doce, claro ou escuro, esse novo amigo está por aí, talvez caiba a mim acha-lo, ou quem sabe ele me ache por aí.

e ta tudo bem, eu to por aí na vida;
eufórico pelas manhãs, cansado quando caí o dia;
comumente normal, e as vezes até quase legal;

pronto prum trago de algo amargo,
uma conversa de bar em plena terça-feira,
feliz pela minha vida ter encostado na tua.

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