2 de fevereiro de 2015

Síndrome do Estranho

Baseando desilusões em oportunidades perdidas por excesso de falta de coragem.

Sendo sincero fiquei na dúvida se isso seria um bom título ou um bom início de texto, confesso que ainda não decidi qual dos dois me agradou mais, mas nem é por isso que estou aqui, vim porque tenho a necessidade de falar, mas de falar com frases escritas e no máximo o que você vai ouvir é o vazio de onde está ou a música que está ouvindo ou como eu sempre faço…

Eu sempre imagino o José Wilker lendo meus textos, prepotente ou sonhador demais da minha parte eu não sei dizer, mas posso afirmar com toda certeza que ele é um ótimo orador imaginário de meus textos.

Já pararam pra pensar a quantidade de coisas que perdemos por aí?

A quantidade de possíveis amizades de desconhecidos de feição amigável que avistamos nessa vida?

A quantidade absurda de vezes que perdemos oportunidades de nos divertir por uma simples ‘preguiça’?

Ou quem sabe aquela hora que você está sozinho distraído na rua andando e uma pessoa passa te pergunta algo, mas talvez a intenção dela fosse dizer apenas um ‘oi’ ao invés de ‘que horas são’…

Ah, acho que perdi as contas de quantas vezes deixei passar essas coisas por aí, no fundo bem lá no fundo sinto que a gente sabe quando é que essas oportunidades surgem e parece que quanto mais velho ficamos mais a nossa habilidade natural de fazer amizade desaparece e é substituída pela “síndrome do estranho”, afinal quando somos crianças, quem é estranho pra gente?

Todo mundo é gente da gente, todo mundo é amigo, daquele que sorri e mostra os dentes, suspiro eu tenho uma saudade desses tempos, vocês não tem?

Era muito mais fácil perder minha bola de futebol na casa da vizinha, hoje em dia ando perdendo meu coração em cada esquina.

A se eu tivesse aquela coragem que eu tinha de gritar no portão do lado, ou talvez dizer hoje “quero ser seu namorado”, juro que penso toda vez no que devo fazer, mas quem sou eu? Sofro da síndrome do estranho, uso terno e gravata, o mundo não deixa mais eu pedir desculpas e fazer a mesma coisa dez minutos depois, ele me cobra por tudo,

E se eu fizer? Me traz arrependimento.

Se deixar de fazer? Me traz consequências.

Caso eu faça ou deixe de fazer, mas como seguir com isso? Eu sou assim mesmo, perco meu coração em toda esquina.

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Cronica, Literatura 0 Replies to “Síndrome do Estranho”