10 de setembro de 2019

Não haverá Liberdade enquanto houver Mercadoria

É o verdadeiro ‘totalitarismo’,
conceito tão banalizado pelos “sábios”
O fenômeno que abarca todos os aspectos da vida
Do nascimento à morte
Do salvamento da vida, ao assassínio
Que rege o amor e o ódio
Que se faz presente, mas sob um grande véu

Você paga para existir
Paga para, ao menos, sobreviver
Mas sua moeda é o trabalho,
o ato que te diferencia dos animais
Aquilo que te humaniza,
também é sua auto-desumanização

Os dias da sua vida passam
E te dão presentes
Por ser um bom escravo
Te dão ópio
O espiritual e o material
Para que seja mais suportável

Agora tens consciência
Por que não te rebelas?
Por que não se junta aos seus companheiros, que já estão no ‘fronte’?
Como você seria livre, se seu irmão, não?
Sabes que “nenhum homem é uma ilha”
Os sinos hão de tocar
Mas nem a Igreja permaneceu intocada
O evangelho que morreu na cruz,
é o mesmo que se rebelou, com violência
Lição já esquecida na marcha da história

Os dias seguirão passando
E os tempos de bonança, são curtos
Tão curtos e tão escassos para a grande maioria
Tão longos e fartos para a minoria,
a detentora da Liberdade
E logo eles acabarão
E logo a barbárie será norma, novamente
Logo, o jugo será mais duro do que nunca
E a trégua acabará

Você está pronto, irmão?

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Literatura, Poesia 0 Replies to “Não haverá Liberdade enquanto houver Mercadoria”